Em SP, 4 locais podem ser fechados pela lei antifumo

Quatro estabelecimentos do Estado de São Paulo estão mais próximos de uma punição mais severa que a multa, algo previsto pela lei antifumo. São os locais que já foram multados duas vezes por não terem eliminado o cigarro e o fumódromo do ambiente interno, obrigação que no sábado completou três meses de vigência.

Agência Estado |

A legislação prevê "gancho" de 48 horas em caso de tripla reincidência. Dentre os 405 bares, restaurantes, casas noturnas e até oficinas mecânicas que foram multados, menos de 1% (0,9%) foi flagrado cometendo a infração duas vezes.

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) é uma das ameaçadas pela possibilidade da interdição, conforme anunciou em comunicado oficial a todos os alunos. A reincidência da infração, flagrada pelos fiscais caça-fumaça dentro do câmpus, rendeu multa inicial de R$ 792 à universidade, valor que dobrou para R$ 1.585 na segunda inspeção. A possibilidade de interdição foi o que fez a Reitoria espalhar um e-mail pedindo a colaboração a todos os matriculados. Pelo material divulgado pela PUC, foram indícios de fumo em local proibido, como as bitucas, que resultaram nas penas.

Os outros três estabelecimentos que estão "na berlinda" não tiveram os nomes revelados. O processo corre em sigilo e as casas podem recorrer. Todas as quatro casas reincidentes entraram com recurso na tentativa de reverter a pena. O Estado apurou que, além da universidade, dois bares e uma casa de eventos receberam as penalidades. Dois deles estão na capital e os outros dois em cidades do interior.

"O segmento de bares e lanchonetes ainda é maioria nas infrações", afirma a diretora do Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CVS), Maria Cristina Megid. Além da Vigilância Sanitária, o Procon também é responsável pela fiscalização. "Mas, nesses últimos três meses, os nossos dados mostram que o cumprimento da lei mantém uma tendência muito alta. E é importante nós voltarmos aos locais já fiscalizados para ver a situação", diz Megid. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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