Das 611 operadoras de planos de saúde com sede no Estado de São Paulo, 207 (33% do total) têm problemas financeiros, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essas empresas estão com dificuldade para atender e precisam da interferência da agência.

São 125 em Plano de Recuperação, ou seja, tentando resolver pendências financeiras. Outras 39 receberam indicação para Direção Fiscal, isto é, podem receber interferência da agência para regularizar problemas financeiros e administrativos.

E 14 operadoras estão em Direção Fiscal ou Técnica - há um representante da ANS agindo na operadora para tentar resolver questões econômicas. Conforme a ANS, 71% dos beneficiários de planos de saúde no Brasil (37.310.867 pessoas) estão em operadoras com plena autorização de funcionamento e financeiramente saudáveis.

A ANS não divulga o nome das empresas com problemas para evitar que clientes migrem para outros convênios, dificultando as tentativas de recuperação. O consumidor pode verificar no site ou no Disque ANS (0800-701-9656) se sua operadora está sob intervenção. “As empresas são obrigadas a apresentar uma série de documentos para demonstrar que estão cumprindo a legislação do setor e que têm condições financeiras”, disse Luciana Silveira, diretora adjunta de Normas e Habilitação de Operadoras da ANS.

“É um processo cuidadoso e por vezes lento, mas necessário para preservar os beneficiários. Se depois da terceira tentativa a empresa não consegue se encaixar nas normas, pode entrar em processo de direção fiscal”, completa. Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), diz que a maioria das empresas com problema financeiro é de pequeno porte. “Têm até 50 mil beneficiários. A própria ANS afirma que a maioria dos consumidores está em planos de saúde saudáveis.”

Consumidor

Para Juliana Ferreira, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o fato de a ANS não divulgar os nomes das empresas sob intervenção é falta de transparência. “A ANS não pode negar essas informações”, diz. Para Maria Inês Dolci, representante institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), quando o plano começa a atender mal, o consumidor deve ficar atento. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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