Em São Paulo, Terapia Comunitária dá suporte a grupos sociais

Não é um grupo de auto-ajuda. Muito menos uma sessão de psicoterapia.

Agência Estado |

Também não se trata de análise freudiana. Mas é um espaço onde, justas, pessoas de todas as classes sociais colocam para fora suas dores e medos. É a Terapia Comunitária (TC), usada para dar suporte ao sofrimentos do dia-a-dia.

Segundo a enfermeira, Vania de Carvalho Ferreira, uma das coordenadoras do TC do Hospital Geral de São Mateus, na zona leste da capital paulista, o grupo é um local para as pessoas falarem sobre o que lhes afligem. "É compartilhar com os outros situações que achamos que são só nossas. Através do outro, podemos nos ver."

Os participantes do TC são médicos, moradores da comunidade, enfermeiros, pacientes e acompanhantes. Participa quem quiser. No grupo se pode, cantar, declamar poesias, contar piadas e dizer provérbios. Desde que tenham relação com o tema da sessão.

Há grupos no TC com até 60 pessoas, por isso é preciso respeitar algumas regras. Entre elas está a de não dar sermão. De acordo com a médica sanitarista Carmen De Simoni, coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, a proposta do TC é diferente das terapias convencionais. "A TC não se propõe a fazer intervenção terapêutica, e sim a dar suporte a um grupo social."

Marici Capitelli

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