Em São Paulo, Ecourbis retarda coleta de lixo

As segundas e terças-feiras das próximas semanas vão ter mais sacos de lixos espalhados pelas ruas e calçadas de São Paulo. Quem avisa é o presidente da Ecourbis, Ricardo Acar, consórcio responsável pela coleta nas regiões leste e sul da capital.

Agência Estado |

"Nesses dias é recolhido o lixo do fim de semana. O volume da coleta aumenta 35% e constatamos que estamos sem condições de dar conta", diz.

Nesta semana, cerca de cem toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas em quase 200 ruas das zonas sul e leste, em bairros como Jabaquara e Vila Mariana. A população ainda não sentiu o problema porque o lixo foi recolhido na madrugada. Os lixeiros têm trabalhado até 13 horas - ou 30 quilômetros, quando o normal são 20 quilômetros.

"A situação tende a piorar. Não temos verbas para aumentar a frota nem o quadro de funcionários. A tarifa paga pela Prefeitura deveria ter sido revista em outubro do ano passado. Estamos recebendo mensalmente R$ 5 milhões a menos do que seria o correto. Se não houver reajustes, em um mês a empresa se torna insolvente", diz Acar. A Ecourbis recebe mensalmente R$ 21 milhões.

Acar diz que a empresa conta hoje com 179 caminhões para coletar cerca de 7 mil toneladas - volume 14% acima do total que era recolhido em outubro de 2004, quando o consórcio foi contratado. Ao longo dos anos, 23 novos caminhões foram incorporados à frota, mas seriam necessários mais 37. Dobrou também o número de pontos de coleta, diz Acar.

A Prefeitura informou que o Departamento de Limpeza Urbana já notificou a Ecourbis pelas falhas na coleta. A partir da entrega da notificação, a empresa tem cinco dias para defesa. O valor da multa varia de R$ 1 mil ao máximo de R$ 1 milhão e sobre esse teto pode ser acrescido de um terço a dois terços, caso a infração seja considerada gravíssima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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