Em São Paulo, cartela de remédio muda para evitar intoxicação

Cinco medicamentos para controlar hipertensão e diabetes terão suas cartelas modificadas para facilitar a identificação por pacientes e farmacêuticos que os distribuem.

Agência Estado |

As drogas são oferecidas gratuitamente pelo programa Dose Certa, em São Paulo. No fim do mês, circularão com rótulos em cores diferenciadas.

Maria José de Souza, farmacêutica da Fundação para o Remédio Popular (Furp), fabricante dos medicamentos, explica que a alteração é importante principalmente para pacientes que usam dois ou três remédios diariamente. Havia uma dificuldade (dos usuários) em diferenciar as cartelas, que eram todas iguais. Se ele se confunde, pode ter um agravo importante na saúde, como intoxicação medicamentosa.

As reações tóxicas por remédios bateram recorde em 2006 segundo relatório da Fundação Oswaldo Cruz. No Brasil, foram 32.884 casos. A mudança nas cartelas vai ajudar o paciente a diferenciar os medicamentos. Serão modificados: Propanolol 40 mg (para pressão alta), cartela branca; Digoxina 0,25 mg (doenças coronárias), rosa; Glibencamida 5 mg (diabetes), lilás; Hidrocloritiazida 25 mg (hipertensão), verde; Captopril (pressão alta), cor do alumínio.

Os cinco medicamentos representam 50% das 2,5 bilhões de unidades produzidas anualmente pela Furp e são distribuídos para cerca de 4 milhões de pessoas na capital paulista. A cidade começa a receber a novidade no fim do mês. Os outros municípios, em setembro. Isso reduzirá os custos hospitalares, já que 15% do orçamento é gasto no tratamento de pessoas que tomaram a medicação de maneira inadequada, diz Maria.

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