vencimentos divulgados na internet pela Prefeitura de São Paulo evidenciaram pagamentos altos para uma classe sempre marcada pela baixa remuneração. Os servidores da Educação respondem por 51,9% dos 2418 que tiveram pagamentos em maio acima do teto do município (R$ 12,3 mil, salário do prefeito), segundo levantamento feito pelo Estado apenas com os funcionários diretos." / vencimentos divulgados na internet pela Prefeitura de São Paulo evidenciaram pagamentos altos para uma classe sempre marcada pela baixa remuneração. Os servidores da Educação respondem por 51,9% dos 2418 que tiveram pagamentos em maio acima do teto do município (R$ 12,3 mil, salário do prefeito), segundo levantamento feito pelo Estado apenas com os funcionários diretos." /

Em São Paulo, 52% de salários acima do teto são da Educação

Os http://deolhonascontas.prefeitura.sp.gov.br/index.htm target=_topvencimentos divulgados na internet pela Prefeitura de São Paulo evidenciaram pagamentos altos para uma classe sempre marcada pela baixa remuneração. Os servidores da Educação respondem por 51,9% dos 2418 que tiveram pagamentos em maio acima do teto do município (R$ 12,3 mil, salário do prefeito), segundo levantamento feito pelo Estado apenas com os funcionários diretos.

Agência Estado |


A explicação para os números, avalia o sindicato da categoria, é que são os professores o maior grupo de profissionais contratados diretamente e também os que acumulam mais ganhos judiciais contra a administração.

Proporcionalmente, as 1.255 pessoas que receberam mais do que o próprio prefeito somam 1,81% do total de trabalhadores. Além disso, há os casos de quinquênios e evoluções funcionais por mérito e antiguidade - que demoram para ser analisados e, ao serem pagos de uma só vez, contam com efeito retroativo.

Dados de um único sindicato mostram que entre os profissionais da Educação estão ao menos 32 mil pessoas que movem uma ação contra a Prefeitura - e alguns teriam tido ganhos extras no mês de maio. O Sindicato dos Profissionais do Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeen) afirma que, considerando apenas os servidores que ajuizaram pedido de revisão salarial de 82,51% - resultante de um imbróglio de 1995, quando o então prefeito Paulo Maluf revogou a lei anterior e concedeu aumento de 6% - ainda não foram beneficiadas 5 mil pessoas.

Apenas em 2003, o Supremo Tribunal da Justiça (STF) nos deu ganho de causa. Para receber os pagamentos, que são retroativos, os servidores devem chegar à última instância, justifica o presidente do Sinpeen, Cláudio Fonseca. Muitos estão recebendo agora, outros receberam no mês passado. Sem contar as outras ações e também os servidores que moveram ações individuais.

O Departamento Jurídico do Sinpeen fala ainda de erros de digitação, problemas em pagamentos que resultaram em revisão e férias que não foram pagas. A confusão e o constrangimento em divulgar situações irreais de professores, que podem ter sido rotulados de marajás, também fizeram o sindicato entrar com mandado de segurança para tirar o site do ar. O motivo foi a exposição da privacidade dos nossos servidores, alegou Fonseca.

Confusão

Um exemplo de erro na divulgação dos salários pela Prefeitura é o professor Cláudio de Rezendes Silva, de 34 anos. A listagem da Secretaria Municipal de Educação indica que ele recebeu em maio R$ 142.845,02, quase 70 vezes o salário do mês anterior. Eu sabia que tinha dado problema, tanto que não recebi pagamento. Mas tudo tinha sido resolvido, até que hoje a imprensa veio aqui perguntando o que fiz para ter um salário desses como professor.

O holerite de maio trazia um rendimento bruto de R$ 142.845,02, mas logo em seguida mostrava um desconto na mesma quantia, incluindo os centavos. Ou seja, Silva ficou sem salário. Só que o site da Prefeitura expõe somente os rendimentos brutos e, por isso, Silva aparece como o líder em ganhos. A confusão com seu salário começou após o professor faltar duas vezes no mês de abril.

Em vez de digitar separado o número de faltas (2), a data das ausências (28) e o código (06), uma secretária colocou tudo no mesmo campo, o que fez com que oficialmente ele tivesse se ausentado em 22.806 aulas. O sistema de escolas, no entanto, tem um mecanismo chamado débito a regularizar, que impede que os professores fiquem em débito com o poder público. Por isso, a mesma quantia em débito foi revertida em crédito. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Kassab proibido de divulgar salários

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