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Em Roma, Lula pede que trabalho seja razão de ser da economia

RIO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira, em Roma, a criação de um novo consenso, que tenha o homem e o trabalho como a razão de ser da economia e não a especulação financeira. No primeiro dia de sua visita à Itália, ao ser recebido pelo presidente Giorgio Napolitano, Lula reafirmou a idéia de que a política deve se sobrepor à economia e conclamou os governantes a assumirem a resolução da crise.

Reuters |

"Eu penso que, nesse momento, os governantes precisam entender que nós precisamos ouvir menos analistas de mercado e mais analistas dos problemas sociais, analistas de desenvolvimento e analistas que conheçam as pessoas humanas", disse Lula em seu discurso, distribuído pela secretaria de imprensa do Planalto.

Lula considerou a crise financeira global uma oportunidade de revisão do que foi feito de errado a partir do Consenso de Washington.

"Penso que essa crise é uma oportunidade extraordinária para... criarmos um outro consenso em que o ser humano, o trabalhador e a produção... sejam a razão de ser da economia, e não a especulação financeira."

O presidente pretende aproveitar sua visita à Itália para coordenar posições para a reunião do G20, no próximo fim de semana, em Washington. Lula vem pedindo mudanças no sistema financeiro internacional.

"Um sistema imune às aventuras do capital especulativo, mais transparente, com regras e controles mais estritos, em benefício da sustentabilidade do crescimento e do desenvolvimento", propôs em seu discurso.

Lula enfatizou a necessidade de reforma das instâncias decisórias internacionais, com a inclusão dos países emergentes, e cobrou da Itália, que assumirá a presidência do G8 ano que vem, a responsabilidade de ampliar o diálogo entre as economias.

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