Em Ribeirão Preto, 14 passam mal e Saúde investiga soro

A Secretaria de Saúde e a Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto estão investigando o caso de 14 pessoas que passaram mal após atendimento em dois postos de saúde nos últimos 15 dias. Uma das suspeitas é a de que o soro glicosado, usado para hidratação, estaria contaminado por bactérias.

Agência Estado |

"Estamos fazendo uma investigação clínica e o soro é o primeiro suspeito", diz o diretor do Departamento de Assistência à Saúde das Pessoas (Dasp) da Secretaria Municipal da Saúde, Wadis Gomes da Silva. O lote não foi interditado, mas, por precaução, o uso do soro suspeito foi suspenso.

Foram recolhidos para análises 1.875 frascos do produto, seringas e equipos (mangueiras). A hipótese do manuseio do soro ter provocado a contaminação também não está descartada. Segundo Silva, ainda não se sabe se entre os 14 casos existe semelhança nos sintomas dos pacientes ou se eles usaram o mesmo tipo de soro. A conclusão sobre o caso sairá em cerca de 30 dias, informou o diretor do Dasp.

Dos 14 casos, 12 ocorreram na Unidade Básica Distrital (UBDS) do Quintino Facci 2 e outros dois na Unidade Básica Central (UBS). A dona de casa Camila Nascimento Soares, de 20 anos, precisou receber oxigênio por cerca de 30 minutos após hidratação com soro no UBDS do Quintino. "Eu estava vomitando e com tontura e fui ao posto, aí precisei receber oxigênio", disse Camila. "O jeito como eu fiquei me assustou, pois eu tremia, fiquei roxa e um médico disse que outros casos parecidos tinham ocorrido e que uma bactéria seria a causa", comentou.

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