Em reunião com ministros, Lula cobra agilidade para obras do PAC

BRASÍLIA - Apesar do esvaziamento da Esplanada dos Ministérios em Brasília, pela véspera do feriado católico nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu trabalho, hoje pela manhã, a pelo menos nove ministros. Fez uma reunião para reclamar da burocracia que trava, por exemplo, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que são investimentos de infraestrutura e podem dinamizar a economia brasileira nesses tempos de crise global.

Valor Online |

O reaquecimento econômico, com aumento na geração de empregos, é a prioridade corrente de Lula, segundo sinalizou o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Ao deixar a reunião, o ministro informou que Lula pretende visitar "cada obra" do PAC pelo país, e mobilizar administrações estaduais e municipais para fazer o que está parado deslanchar.

Segundo Geddel, Lula prometeu seu "envolvimento pessoal" na cobrança de celeridade das obras. E acenou, até, com maior injeção de recursos, já que, pelo relato do ministro, o Presidente da República quer que as obras do PAC "tenham um terceiro turno para criar mais empregos".

Da reunião com Lula no gabinete presidencial provisório do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), enquanto o Palácio do Planalto passa por reformas, participaram os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil; Pedro Britto, da Secretaria de Portos; Márcio Fortes, das Cidades; Alfredo Nascimento, dos Transportes; Nelson Jobim, da Defesa; Edison Lobão, de Minas e Energia; Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Jorge Hage, da Controladoria Geral da União e Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional.

Também estiveram no CCBB os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho e da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Pela peça orçamentária, o governo tem R$ 52,5 bilhões previstos para investimentos gerais em 2009, incluindo o PAC, o que representa cerca de R$ 10 bilhões acima da dotação do ano passado.

(Valor Online)

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