Em reação a FHC, governo mantém tática de comparar gestões

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), coordenador político do governo, disse nesta segunda-feira que a estratégia para as eleições de outubro permanece baseada na comparação entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu antecessor. Trata-se de reação a comentários do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que em artigo na imprensa no domingo, intitulado Sem Medo do Passado, e em palestra a prefeitos tucanos no fim de semana desafiou o lulismo a comparar sem mentir e sem descontextualizar.

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Fernando Henrique também acusou Lula de ser levado por momentos de euforia e estar inventando inimigos e enunciando inverdades.

Para Padilha, o confronto entre as realizações de FHC e Lula faz parte da estratégia do governo de fazer da eleição de outubro um plebiscito.

"O esforço, o estímulo para a comparação, já foi feito na outra eleição, e nós certamente vamos fazer. O exercício da defesa do nosso governo também é de comparar com o governo anterior", disse Padilha a jornalistas após a reunião da coordenação política do governo, ressalvando que esse tema não constou da pauta do encontro.

"Enquanto a oposição não falar o que quer fazer para o Brasil daqui para a frente, nós só temos que comparar com o que eles fizeram", completou.

O ministro lembrou que a oposição já declarou a intenção de acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e rever as políticas cambial, monetária e de meta de inflação.

Quanto à crítica de Fernando Henrique de que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência da República, seria "um boneco do presidente Lula" e a cobrança dos tucanos para a comparação entre a biografia dela e a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Padilha disse que a ministra "a cada dia supera um desafio".

Ele destacou que Dilma já foi secretária da Fazenda e de Minas e Energia no Rio Grande do Sul, além de ter sido a primeira ministra mulher de Minas e Energia e da Casa Civil.

"Todo o histórico de participação nesse governo como ministra de Minas e Energia e também como ministra-chefe da Casa Civil reforça ainda mais o papel protagonista e ativo dela em relação ao nosso governo, ao que pode ser no futuro do país", explicou Padilha.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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