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Em O Bem Amado , Guel Arraes atualiza saga de Odorico Paraguaçu

RIO DE JANEIRO ¿ Na antiga sala de aula do hoje desativado Colégio Sagrado Coração de Jesus, no Rio, o brasão de Sucupira atesta: o espaço se transformou num dos cenários de O Bem-Amado, filme adaptado e atualizado por Guel Arraes. E não é qualquer cenário.

Agência Estado |

Ali funciona o gabinete do prefeito Odorico Paraguaçu, no qual ele devaneia sobre a construção do cemitério da cidade, grita ordens ao secretário Dirceu Borboleta e arma suas falcatruas. As filmagens vão até março e o longa deve estrear em outubro.

As colunas gregas, os bustos e o lustre de cristal são signos da mania de grandeza e da cafonice divertida do bem-amado. O texto original de Dias Gomes para o teatro (de 1962) foi adaptado pelo diretor e o roteirista Cláudio Paiva. No papel principal, outrora de Procópio Ferreira e de Paulo Gracindo, está Marco Nanini, que encarnou Odorico nos palcos por um ano e meio. No cinema, ele aparecerá menos coronel, e mais parecido com um político corrupto qualquer que poderia governar uma cidade brasileira, hoje.

Essa referência do coronelismo ficou muito antiga. O Odorico é um político pretensioso, ambicioso, narcisista e carismático. É um vilão cativante pela comédia. Os políticos bem-amados podem ser bons ou maus, diz Guel, filho de um político bem popular (Miguel Arraes, governador de Pernambuco por três vezes, que morreu em 2005).

Matheus Nachtergaele promete um Dirceu Borboleta tão cativante quanto o de Emiliano Queiroz; Dorotéia (Zezé Polessa), Judicéia (Drica Moraes) e Dulcinéia (Andréa Beltrão), as irmãs Cajazeiras, foram modernizadas. José Wilker é o matador Zeca Diabo.

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