Em protesto, estudantes invadem Assembleia do Paraná

Aproximadamente 200 pessoas, a maior parte estudantes, derrubaram uma grade de ferro da Assembleia Legislativa do Paraná nesta manhã e invadiram os corredores para pedir rigor na apuração de denúncias de irregularidades na Casa e exigir a renúncia dos integrantes da Mesa Diretora, em especial do presidente, o deputado Nelson Justus (DEM). Eles ficaram no prédio por cerca de 20 minutos, tempo em que protocolaram um documento com os pedidos, e depois foram aconselhados pelas lideranças do movimento a deixarem o local.

Agência Estado |

Eles saíram cantando o Hino Nacional.

O grupo tinha mais de 600 pessoas, segundo a Polícia Militar, e reuniu estudantes, sindicalistas e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). O protesto começou com uma passeata pelas ruas da cidade. A Assembleia é acusada de utilizar-se de atos secretos para contratar e demitir servidores, o que permitiria que pessoas recebessem sem trabalhar.

Em frente ao prédio da Assembleia, os ânimos se exaltaram e houve a invasão. "Se for necessário ocuparemos de novo, até que medidas cabíveis sejam tomadas", prometeu o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Paulo Moreira Rosa Júnior.

O presidente da Assembleia disse que as reivindicações dos manifestantes serão respondidas. No entanto, ressaltou "não concordar com os exageros, como a derrubada de grades e agressões a funcionários".

Ele acentuou que iniciou um processo de modernização e transparência da Casa e que, somente depois disso, as denúncias de irregularidades começaram a ser divulgadas. Ele garantiu que todas as denúncias serão apuradas e que permanecerá na presidência da Assembleia. "Todos nós seremos julgados pela população daqui a alguns meses e os envolvidos serão julgados pela Justiça", disse.

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