Em PE, moda é usada para evitar rebeliões em presídio

A confecção de fantasias é um dos artifícios usados pela diretora da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru (PE), Cirlene Rocha, para conter a massa de 700 presos que convivem em um espaço para apenas 98. Este ano, Um Vôo para a Liberdade num Pássaro Fênix foi a fantasia feita pelos detentos que ganhou o primeiro lugar no desfile do carnaval de Pernambuco deste ano.

Agência Estado |

A fantasia do Fênix, por sinal, tem história. Foi feita pelo ex-presidiário Josivaldo Silvestre, que morreu em maio, logo após conseguir a liberdade. Durante a confecção, Cirlene precisou se desdobrar para conciliar os conflitos. Cirlene explica que o segredo para manter o ambiente em paz é arrumar ocupação para todos os presos, ouvi-los sempre que possível, ter regras claras e punir quem as desobedece.

Foi o que aconteceu quando um estuprador foi agredido na prisão. “Registramos o caso na delegacia e o agressor passou a responder criminalmente por mais um crime. Eu os respeito, mas exijo que as regras sejam respeitadas”, diz ela, que muitas vezes também acaba exercendo papel de conselheira amorosa. A penitenciária produz cerca de 16 mil peças de roupa por mês, e metade dos presos tem aulas regulares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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