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Em nota, Sarney se diz vítima de campanha midiática

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acusou a mídia nesta quinta-feira de promover uma campanha para atingi-lo. Uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo, diz a nota. Sarney atribui como um dos motivos dessa suposta campanha o fato dele apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Agência Senado
Sarney atribuiu campanha ao apoio a Lula
O presidente do Senado não explica, no entanto, as ações de seu neto José Adriano Cordeiro Sarney na intermediação em concessão de empréstimos a funcionários do Senado . Ele diz apenas que considera que os esclarecimentos prestados em nota divulgada esta tarde por José Adriano, "pessoa extremamente qualificada, com mestrado na Sorbonne, e pós graduação em Harvard", são suficientes. Em sua nota, o neto de Sarney nega que tenha recebido favorecimentos para atuar como operador de crédito consignado para funcionários da Casa .

Sarney passou a manhã em sua casa, reunido com assessores, e, segundo articuladores do PMDB, não deve aparecer no Senado nesta quinta-feira para evitar constrangimentos.

Alvo de senadores

Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF)  pediram ao presidente do Senado que se licencie do cargo. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também afirmou que a situação de Sarney caminha para a "inviabilidade" e o  PSol deve ingressar com uma representação contra o presidente da Casa .

Simon fará um pronunciamento no plenário do Senado e disse que tomou a decisão de fazer o pronunciamento depois de ler a reportagem sobre José Adriano.

Simon antecipou que defenderá, no discurso de hoje, que a "solução ideal" é que todos senadores integrantes da Mesa Diretora da Casa se afastem dos cargos.

O senador gaúcho avalia que Sarney será sensível ao seu apelo, porque "tem inteligência política e experiência suficientes para saber que, quando as coisas começam assim, não param mais".

Além de Simon, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também defendeu o afastamento de Sarney do cargo.  As novas denúncias reforçam a necessidade do Sarney se licenciar. Não vou julgá-lo pelas notícias, mas também não posso aceitar que ele, como presidente, escolha seu próprio julgamento. Não há isenção em nenhuma comissão ou auditoria independente indicada pelo presidente, uma vez que ele está no cargo. É preciso que saia antes que fique tarde demais para sair. Ele caminha para ser o novo Renan Calheiros.

(Com informações da Agência Estado)

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