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Em nota, Sarney se defende de críticas da imprensa

BRASÍLIA- O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), divulgou uma nota à imprensa na nova editoria do http://www.senado.gov.br/sf/ target=_blanksite oficial da Casa Legislativa. Nela, o peemedebista alega que as palavras dele no http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/15/midia+virou+inimiga+das+instituicoes+democraticas+diz+sarney+8456900.html target=_topdiscurso desta terça-feira sobre democracia foram corrompidas pelos veículos de comunicação.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Algumas reportagens focaram no trecho do discurso de Sarney que diz que a tecnologia levou os instrumentos de comunicação a tal nível que, hoje, a grande discussão que se trava é justamente esta: quem representa o povo? Diz a mídia: somos nós; e dizemos nós, representantes do povo: somos nós. É por essa contradição que existe hoje, um contra o outro, que, de certo modo, a mídia passou a ser uma inimiga do Congresso, uma inimiga das instituições representativas.

Apesar de dizer claramente que a imprensa é inimiga, no contexto do pronunciamento, o parlamentar argumentou que não havia no discurso dele nada mais do que uma apresentação teórica sobre a história da democracia no País e sobre o imediatismo da mídia eletrônica. 

Segundo a nota, a idéia era falar que o principal local de discussão sobre a democracia será a internet e que os parlamentares teriam de se adaptar a essa nova realidade, que deveria vir acompanhada de vigoroso debate internacional.

Veja íntegra da nota:

"Ao contrário do que alguns veículos da imprensa repercutiram, o discurso do presidente se restringiu a apresentação teórica sobre o antagonismo do imediatismo da mídia eletrônica ao prazo dos mandatos parlamentares.

No Dia da Democracia (15 de setembro), o presidente do Senado, senador José Sarney, subiu à tribuna para prestar uma homenagem ao regime que voltou a vigorar no país desde 1985 e fazer um alerta: o sistema político-eleitoral brasileiro está exaurido, assim como acontece em democracias mais antigas mundo afora. É preciso que o Congresso Nacional assuma suas responsabilidades e promova a tão aguardada reforma política, introduzindo o Parlamento brasileiro no debate iniciado nos principais países da Europa desde a última década do século passado. A raiz da discussão sobre os rumos que a democracia tomará no mundo é a internet, a nova sociedade da comunicação, que, segundo estudiosos do tema, contrapõe o imediatismo da mídia eletrônica ao prazo dos mandatos parlamentares, tornando-os defasados, envelhecendo as bandeiras pelas quais foram eleitos. Era a este conflito que o senador José Sarney se referia, reportando a tese que se alastrou no mundo. Ao contrário do que alguns veículos de imprensa reproduziram, não havia no discurso do presidente nada além de uma apresentação teórica, nenhum desejo de contextualização ou dirigismo, mas o pressuposto de que a mídia brasileira vinha acompanhando o vigoroso debate internacional.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado"

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