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Em nota, Sarney rebate o que foi publicado sobre seu discurso

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou no ínicio da tarde desta quinta-feira uma nota em reposta ao que foi divulgado na imprensa sobre seu http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/05/sarney+faz+pronunciamento+nesta+tarde+assista+a+sessao+do+senado+7673945.htmldiscurso no plenário.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

No documento, Sarney nega ter se beneficiado de nepotismo cruzado e afirma que não tem responsabilidade sobre as nomeações que foram feitas por outras pessoas.

O peemedebista esclareceu que houve confusão em torno da relação entre ele e Rodrigo Cruz, que reafirmou não conhecer. Sarney afirmou que o Rodrigo Cruz que, no discurso, ele diz não conhecer, é Rodrigo Miguel Cruz, e não Rodrigo Luiz Lima Cruz, genro do ex-secretário geral da Casa, Agaciel Maia, do qual foi  padrinho de casamento .

Agência Senado

Com relação ao fato de conhecer Luiz Cantuária, Sarney admitiu que o conhecia com outro nome, Lucas Barreto: como é conhecido por todos no Amapá, ressalta no texto.

Sarney também minimiza qualquer confusão em torno do nome do neto, José Adriano Sarney, com o banco HSBC. De acordo com a nota, quanto a José Adriano Sarney, expliquei no discurso, com documentos, toda a sua relação com HSBC e deste com o Senado. O resto são considerações pessoais e ilações sem importância, que não cabe a mim contestar, finaliza. 

Veja a íntegra da nota:

A propósito de informações divulgadas hoje pela imprensa sobre o seu discurso de ontem no Senado Federal, o senador José Sarney, presidente do Senado Federal, presta os seguintes esclarecimentos:

1) Os nomes de pessoas nomeadas para o Senado Federal, por mim relacionadas em meu discurso, são aquelas constantes das representações levadas ao Conselho de Ética. O fundamental, a esse respeito, foi demonstrar que não se tratava de nomeações feitas por mim, não cabendo, portanto, responsabilidade sobre elas. O Artigo 5º da Constituição estabelece que nenhuma responsabilidade  vai além do acusado, ou seja, não se transfere a outrem. Esse é o problema legal que se discute no Conselho de ética. Além disso, refuto as insinuações de nepotismo cruzado, citando mais uma vez as testemunhas disponíveis. A bem da verdade, não se deve dar às ilações aparência de fatos;

2) de fato, não conheço o Sr. Rodrigo Miguel Cruz, que trabalhava no gabinete de segurança da senadora Roseana Sarney. É este que está relacionado  na denúncia do PSol, que se baseia em O Estado de S. Paulo. O genro do Sr. Agaciel chama-se Rodrigo Luiz Lima Cruz e nem foi citado na representação;

3) em relação ao Sr. Luiz Cantuária, trata-se de pessoas que nunca conheci com esse nome, e sim como Lucas Barreto, como é conhecido por todos no Amapá o ex-deputado federal e ex-candidato a prefeito. Não é mais funcionário do Senado.

4) quanto a José Adriano expliquei no discurso, com documentos, toda a sua relação com HSBC e deste com o Senado. O resto são considerações pessoais e ilações sem importância, que não me cabe contestar.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado federal

Brasília, 06 de agosto de 2009"

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