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Em nota, Sarney nega responsabilidade em ação de censura contra o Estado

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou nesta segunda-feira uma nota negando a responsabilidade sobre a ação contra o jornal ¿O Estado de S. Paulo¿, que proibiu o diário de publicar informações sobre o filho dele, Fernando Sarney.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Agência Brasil
Sarney chega ao Senado nesta segunda
Na nota, Sarney afirma que não foi consultado sobre essa iniciativa, que, segundo ele, é de exclusiva responsabilidade dele [Fernando Sarney] e de seus advogados; e por isso é uma distorção de má fé querer me responsabilizar pelo fato.

Todo o Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum, afirma Sarney.

Ação contra juiz

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) deve entrar nesta segunda-feira com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Dácio Vieira, que decidiu pela restrição de reportagens com informações da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal (PF).

Para o senador, o desembargador cometeu ato "extremamente equivocado do ponto de vista da democracia". Para Virgílio, é preciso que a ação do Dácio Vieira, como desembargador, e sua isenção sejam questionadas pelo CNJ.

Sessão plenária

Com cerca de 10 minutos de atraso, Sarney entrou no plenário para participar a primeira sessão solene do semestre. O primeiro parlamentar a discursar foi Fernando Collor (PTB-AL), que citou os conselhos do Papa Bento 16 para usar como estímulo de reflexão sobre como os homens devem agir. Após uma hora de sessão, o presidente da Casa ainda não foi tema de nenhum discurso.

Veja a íntegra da nota de Sarney

Meu filho Fernando Sarney, com 53 anos de idade, tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante por parte do O Estado de S. Paulo.

É empresário, tem sua vida, sua família, sua independência.

Na defesa de seu direito, por seus advogados, entrou na Justiça contra o Estado de S. Paulo, uma vez que ninguém é privilegiado com imunidade contra a lei.

Não discuto a demanda, mas não posso condená-lo por exercer seu direito de cidadão.

Não fui consultado sobre essa iniciativa, de exclusiva responsabilidade dele e de seus advogados, e por isso, é uma distorção de má fé querer me responsabilizar pelo fato.

Todo o Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum.

(*Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

Justiça censura jornal; assista ao vídeo:

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