Em nota, reitor da Unifesp diz que foi à Disney a trabalho

Investigado pelos parlamentares da CPI Mista dos Cartões Corporativos, o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, justificou em nota que suas despesas foram auditadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e eventuais esclarecimentos foram feitos ao órgão. Ele disse que sua viagem foi a trabalho.

Agência Estado |

A universidade explicou porque diárias em um hotel em Orlando , nos Estados Unidos, dentro da Disney World, foram pagas no cartão corporativo. Segundo a nota, na cidade aconteceram um congresso e uma reunião científica sobre gastroenterologia pediátrica, hepatologia e nutrição. O reitor teria se hospedado no hotel reservado pela organização do evento.

De acordo com a Unifesp, as despesas feitas no exterior foram pagas com recursos das diárias de viagem, a que os funcionários têm direito quando viajam. A nota informa que: "Se algum gasto ultrapassa o valor das diárias, é apontado na auditoria anual da CGU, sendo feito o ressarcimento dos gastos". Segundo a universidade, os excedentes foram ressarcidos pelo reitor em junho de 2007.

Segundo o jornal "O Globo", em um ano e meio o reitor gastou quase R$ 80 mil em compras de cosméticos, material esportivo, aluguel de carro e diárias em hotéis. De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", além das compras, Fagundes Neto usou o cartão corporativo para pagar hospedagem em hotéis, como um palacete do século 17 perto de Coimbra (Portugal), e contas em restaurantes badalados no exterior.

Em 2006, durante viagem a Berlim (Alemanha) para um congresso e uma visita à Bayer, comprou com o cartão corporativo US$ 2,5 mil em lojas da Nike e da Adidas. Era Copa do Mundo e a CGU diz que não há comprovação de cumprimento de agenda oficial.

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