Em nota, PF reafirma que Protógenes pediu para sair

A Agência de Notícias do Departamento de Polícia Federal (DPF) divulgou hoje, conforme havia sido antecipado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma nota em que reafirma que foi do próprio delegado Protógenes Queiroz a iniciativa de deixar o comando da Operação Satiagraha e que ele tomou a medida para poder freqüentar as aulas do 22º Curso Superior de Polícia. Conforme a nota, no dia 02 de junho, foi publicada Portaria da Academia Nacional de Polícia com a convocação de Queiroz (para o curso).

Agência Estado |

No comunicado, o DPF afirma também lamentar "a distorção dos fatos" no episódio do afastamento do delegado.

A DPF informou que divulgou a nota de hoje para esclarecer "notícias veiculadas em alguns setores da mídia com informações equivocadas sobre a saída dos delegados responsáveis pela Operação Satiagraha". Protógenes era responsável por um dos inquéritos da operação. Os responsáveis por outros dois inquéritos, a delegada Karina Murakami Souza e o delegado Carlos Eduardo Pellegrini, também se afastaram das funções. "A direção-geral da PF lamenta a distorção dos fatos, que só leva a confundir a população, e aproveita para reafirmar o compromisso perante a sociedade brasileira de cumprir fielmente suas atribuições constitucionais."

Segundo a DPF, Protógenes sugeriu que poderia continuar tocando o inquérito que estava sob sua responsabilidade se lhe fosse permitido trabalhar apenas aos sábados e aos domingos, já que teria de freqüentar o curso nos dias úteis. Porém, a sugestão não foi aceita pelos diretores da corporação com os quais estava reunido em São Paulo no dia 14 de julho.

No encontro estavam presentes o diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Ciciliati Troncon Filho, o chefe da Divisão de Combate aos Crimes Financeiros, Paulo de Tarso Teixeira, e o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra. Eles estavam reunidos com Protógenes Queiroz para "avaliar os procedimentos operacionais e discutir as etapas seguintes da investigação".

Prejuízos ao inquérito

De acordo com a nota, o delegado precisa assistir às aulas, porque, "no dia 20 de maio, a Justiça determinou a matrícula e freqüência do delegado no referido curso". A sugestão de trabalhar no inquérito aos sábados e aos domingos foi rejeitada pelos diretores da PF, porque "traria prejuízo às pessoas convidadas a prestar esclarecimentos junto à investigação, comprometendo também a celeridade da apuração" e porque a autorização para só atuar na instrução do inquérito nos fins de semana "quebraria ainda a regra de dedicação exclusiva exigida de todos os participantes na fase presencial."

"Diante dos argumentos", informa a nota da DPF, "o delegado Queiroz comprometeu-se a relatar o inquérito até o dia 18 de julho alegando que o procedimento estaria praticamente concluído com os resultados das investigações realizadas até então". De acordo com o DPF, Protógenes revelou ainda o desejo de, após concluir o curso, "não mais atuar junto aos outros dois inquéritos, preferindo colaborar como apoio às demais autoridades policiais designadas para a investigação".

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