O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em nota, elogiou o brilhantismo e elevado espírito público do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu na manhã de hoje após quatro meses de luta contra um câncer no pâncreas. Ele estava internado desde sexta-feira no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona Sul do Rio de Janeiro, com hemorragia digestiva.

Segundo Lula, Direito "fundamentava seus votos com muito critério, objetividade e consistência". O presidente também elogiou o estilo discreto do ministro do STF: "Sua discrição e sobriedade emprestava mais força às posições que adotava".

Lula passou rapidamente pelo velório, às 16h, pouco antes do corpo ser levado para o Cemitério São João Batista, em Botafogo. Acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral Filho, e do prefeito Eduardo Paes, Lula cumprimentou os filhos e a viúva do ministro e saiu menos de dez minutos depois, sem dar entrevistas. Também passaram pelo Centro Cultural da Justiça os ministros Nelson Jobim (Defesa), Tarso Genro (Justiça) e Edson Santos (Igualdade Racial). O governador Sergio Cabral Filho destacou que "Direito, um patrimônio do Rio, se destacou pelo seu conhecimento jurídico e compromisso com a Justiça".

Do Supremo Tribunal Federal compareceram o presidente Gilmar Mendes, o vice César Peluso, e o ministro Ricardo Lewandowiski. Vieram de Brasília no mesmo voo com o presidente da Câmara, Michel Temer. O ministro Joaquim Barbosa foi o primeiro a chegar. Estiveram presentes também o ministro Gilson Dipp, corregedor da Justiça Federal, e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor.

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