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Menos de um mês depois de despejados, por força de uma reintegração de posse, trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reocuparam hoje a Fazenda Papagaio, no município de São Caetano, no agreste pernambucano, e levantaram barracos de lona. A propriedade é uma reivindicação antiga do movimento e no início do ano, depois de longa disputa judicial, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se imitiu na posse.

Sob a alegação de que a terra é produtiva, o antigo dono recorreu à Justiça e conseguiu, no dia 11 de junho, em primeira instância, a suspensão da imissão de posse. No dia seguinte, os acampados foram despejados pela Polícia Militar. Na ocasião, o líder estadual do MST, Jaime Amorim, foi detido por resistência, sendo liberado em seguida. Segundo os agricultores, as casas de alvenaria e os barracos e também a lavoura plantada foram destruídos.

O chefe da Divisão de Obtenção de Terras do Incra no Estado, Carlos Eduardo Costa Lopes, reclamou que a reintegração foi realizada sem que o órgão fosse notificado da decisão. "Não foi levado em conta que o Incra tinha se imitido na posse da terra", observou. O Incra entrou com recurso, que ainda está tramitando. Integrante da coordenação estadual do MST, Greisson Isidório comandou a reocupação, que ocorreu, segundo ele, sem nenhum contratempo. "As 40 famílias despejadas voltaram a se instalar porque está no seu direito", afirmou.

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