O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta tarde a Kiev, na Ucrânia, para uma estadia de menos de 24 horas. Ele não quis dar entrevista e ao ser questionado sobre denúncias contra o governador do Distrito Federal, de envolvimento em suposto esquema de arrecadação e distribuição de propinas a aliados, Lula reafirmou que o assunto deve ser levado ao diretor da Polícia Federal.

Mais cedo, em Estoril, Portugal, Lula disse que não cabe ao chefe de Estado se manifestar sobre investigações da PF sobre José Roberto Arruda (DEM), e ressaltou que as imagens sobre a distribuição de dinheiro a deputados distritais, secretários e assessores não provam nada.

Hoje Lula participará de jantar na residência privada do presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko. Amanhã, no encontro bilateral, Lula deve receber formalmente o apoio do governo ucraniano para que o Brasil ocupe vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Em troca, a Ucrânia quer se tornar parceira do Brasil em áreas de cooperação técnica como o biocombustível. Também amanhã, Lula participará do encontro empresarial "Brasil-Ucrânia: Novas Fronteiras de Negócios" que reunirá cerca de 50 empresários brasileiros e 150 ucranianos.

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