Em inauguração do PAC, Lula defende mais preocupação com pobres

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a inauguração de obras do PAC no Rio de Janeiro para defender a prioridade em relação aos pobres nas ações do governo. Não estamos fazendo nada demais a não ser dar ao povo pobre deste país o que ele merece, disse Lula nesta terça-feira, em discurso de entrega de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo.

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"Em campanha política todo mundo gosta de pobre", acrescentou o presidente, sugerindo que depois os grupos mais organizados da sociedade é que se beneficiam dos projetos do governo. "O meu papel é tentar mudar a lógica do político brasileiro: governar para todo mundo."

Com o Brasil sofrendo menos do que outros países com a crise econômica global e um número inédito de pessoas beneficiadas por programas sociais, como o Bolsa Família, Lula tem mantido níveis altíssimos de popularidade. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostrou que 67 por cento consideram ótimo ou bom o governo.

Lula justificou a demora na conclusão de obras do governo pela burocracia que passa por licenças ambientais, licitações e intervenções do Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo Lula, durante as décadas em que o país não cresceu "criamos uma máquina de fiscalização poderosa" enquanto os esforços de produção eram débeis.

Sem citar exemplos específicos, o presidente também usou seu discurso para tentar justificar o grande número de escândalos envolvendo corrupção que são noticiados.

"Vocês sabem por que aparece tanto caso de corrupção?", perguntou. "Porque a corrupção só aparece nos jornais quando alguém está investigando."

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