SÃO PAULO - Sindicatos e associações de policiais civis em greve desde 16 de setembro fizeram uma manifestação no centro de São Paulo, na segunda-feira, e decidiram aumentar a pressão sobre o governo do Estado. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topConfira a cronologia da Polícia Civil de São Paulo http://ultimosegundo.ig.com.br///multimidia//galeria_de_fotos/2008/10/27/greve_da_policia_civil_178314.html target=_topVeja a galeria de fotos da manifestação da Polícia Civil nesta segunda

AE
Policiais civis concentrados na Praça da Sé nesta segunda-feira

Nos próximos dias, os grevistas prometem marcação cerrada na agenda do governador José Serra, seguindo a estratégia dos manifestantes de Bauru, no interior paulista, que na semana passada interpelaram o governador em visita à cidade. Segundo políticos locais, houve até agressões por parte dos manifestantes. Os policiais negam.

Amanhã, representantes de sindicatos e associações de todo o Brasil prometem uma paralisação nacional em apoio ao movimento paulista e está marcada, para quinta-feira, uma audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo para discutir com os deputados projetos para a reforma da polícia.

Os sindicalistas defenderam que haja nova manifestação na frente do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, se as propostas de reajuste não avançarem na Assembléia. Procurados pela reportagem, outros líderes se mostraram contrários. A falta de um comando único é uma das queixas do governo estadual na hora de negociar.

Manifestação na Sé

Ontem, sete mil policiais civis, segundo os organizadores - e mais de 3 mil, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) -, fizeram uma caminhada que começou na Praça da Sé e seguiu até a sede da Delegacia-Geral de Polícia, na Rua Brigadeiro Tobias, passando pela Secretaria da Segurança Pública.

A quantidade de pessoas na manifestação é importante para mostrar que o movimento não tinha fins eleitoreiros. Queremos ver agora qual vai ser a desculpa do governador (José Serra), repetia o presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil, João Rebouças.

A categoria reivindica a reestruturação da carreira e reajuste salarial de 15% neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010. O governo do Estado propõe um reajuste de 6,5% no salário base em 2009 e outro de 6,5%, em 2010. Além disso, haveria cerca de 16 mil promoções - há 35 mil policiais civis no Estado -, por meio da extinção da 5ª classe e da transformação da 4ª classe em estágio probatório. A aposentadoria especial seria restabelecida.

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