Um grupo de guardas civis, que entraram em greve à meia-noite de hoje, está reunido desde às 6 horas na sede da Guarda Civil Metropolitana (GCM), no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo. A categoria fará manifestação em frente à Prefeitura.

Entre as exigências, os guardas reclamam reposição de perdas salariais, aumento em 140% das gratificações (espécie de bônus por serviço prestado) e melhoria nas condições de trabalho, como limpeza de áreas públicas e fornecimento regular de uniformes.

A deflagração da greve ganhou força depois da análise de uma pesquisa encomendada pela entidade. Dos 29 municípios paulistas consultados, São Paulo mostrou ter a pior remuneração profissional. "A média de salários nos municípios pesquisados é de R$ 1.700", diz o presidente do sindicato, Carlos Augusto Souza Silva. "A categoria em São Paulo recebe R$ 895. É muito pouco." Segundo ele, com o incremento de 140% nas gratificações, os salários passariam para R$ 1.281.

Silva espera adesão à paralisação de 70% da categoria, dentro de um contingente de 3.570 profissionais. Segundo o sindicalista, em abril, a pauta de reivindicações foi protocolada na sede da Prefeitura, mas até agora não houve resposta. A greve foi aprovada em assembleia realizada quarta-feira, quando foi interrompida a fiscalização do comércio ambulante no centro da capital paulista.

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