Em evento em São Paulo, senadora Marina Silva se filia ao PV

SÃO PAULO - A senadora Marina Silva (AC) assinou, neste domingo, sua ficha de filiação ao PV, em cerimônia realizada numa casa de eventos no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital. A plateia recebeu a filiação de Marina com gritos de Brasil urgente, Marina presidente.

Redação com agências |

A senadora, que falou por cerca de meia hora a uma multidão de membros do partido e simpatizantes, lembrou Chico Mendes, ambientalista assassinado no final da década de 80, e figuras como Martin Luther King e Nelson Mandela.

AE
Marina Silva mostra filiação ao PV


Em uma fala que tirou lágrimas e aplausos em vários momentos, Marina afirmou: "O PV, ao dispor a fazer uma revisão no seu programa e em sua estrutura partidária, me moveu para esse desafio (deixar o PT após 30 anos de militância para se juntar ao partido)".

"Todos os partidos não podem se furtar a esse desafio da sustentabilidade. Estamos crentes que a velha política de se fazer as coisas para as pessoas precisa mudar para uma política com as pessoas".

A senadora, ao justificar sua saída do PT e sua entrada no PV, recheou o discurso com trechos de escritores como Guimarães Rosa e Santo Agostinho. "Estou saindo para fazer outra casa, mas para morar na mesma rua... Não é errado ter diferentes interesses. Nós precisamos de lideranças multicêntricas para questões multicêntricas".

O partido convidou cerca de mil simpatizantes para o evento, que contou com a presença de cerca de 40 veículos de imprensa nacional e internacional estão presentes, de acordo com a assessoria do PV.

"Para o PV, (a filiação da senadora) é um crescimento importante, mas mais do que isso, é a possibilidade de se fazer um projeto sustentável para o Brasil", afirmou o líder da legenda, José Luiz Penna.

Ética

O deputado federal Fernando Gabeira (RJ) defendeu na cerimônia que o partido destaque na discussão de seu novo programa, além das questões ambientais, três pontos que ele considera fundamentais: saneamento básico, violência urbana e ética na política. "Hoje temos no País um governo moralmente frouxo, temos um Congresso apodrecido e um Supremo Tribunal Federal em princípio de decomposição com a decisão tomada nesta semana", afirmou, referindo-se à posição do Tribunal favorável ao deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) no caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Gabeira ressaltou que o PV não deve ter receio de ser acusado de utilizar um discurso udenista. "Muita gente diz que falar de ética na política é coisa da UDN", argumentou. "Mas em 2002 apoiamos o PT e foi pela ética na política."

Gabeira lembrou que 9 milhões de crianças no Brasil vivem sem saneamento básico e disse que o partido precisa apresentar também uma proposta para reduzir a violência no País. "O PV tem de dizer alguma coisa sobre a violência urbana, tem de propor um caminho", cobrou.

Ao dar as boas-vindas à senadora Marina Silva, Gabeira voltou a citar a necessidade da ética na política e da importância da liberdade do debate de ideias. "A entrada da senadora Marina Silva no PV introduz a 'cláusula de consciência' no nosso programa", disse.

*Com informações da Reuters e da Agência Estado

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