A Rota se tornou “sucateada, desprestigiada e até mesmo maus policiais passaram a integrá-la”, mas será “equipada e fortalecida”. O diagnóstico sobre a unidade mais tradicional da Polícia Militar de São Paulo foi feito ontem pelo secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, em discurso na sede do batalhão, durante a cerimônia de posse do novo comandante, o tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Telhada.

O secretário disse que a “Rota vai se fortalecer, se equipar e atuar na defesa dos direitos humanos dos cidadãos, sejam eles do bem ou do mau”.

Ferreira Pinto criticou os que se “encolheram, fugindo das responsabilidades inerentes ao cargo”, “que tinham sob os ombros a difícil tarefa de executar uma política de segurança pública”. Eles não deu nomes aos responsáveis pelo sucateamento da Rota, mas disse que não se referia a “passado recente”. “É bom que se frise.” Segundo ele, alguns chefes tinham receio de usar a Rota. “É notório que ela não estava sendo empregada com toda a sua força”, afirmou. “Em matéria de segurança pública, o politicamente correto beira à hipocrisia.”

Em seu discurso, Ferreira Pinto afirmou que “agir com rigor no combate ao crime violento não significa incursionar para o abuso, descambar para o mau combate, implantar a barbárie”. Para ele, a Rota “deve voltar ao lugar que ocupava com destaque e eficiência no combate aos criminosos violentos e covardes”. O secretário disse à tropa formada: “A Rota vai agir no estrito cumprimento do dever legal. Tem profissionalismo suficiente para atuar dentro da legalidade. Aqui só há lugar para a apologia da legalidade. Eventuais deslizes serão rigorosamente punidos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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