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Em discurso, Mercadante dá sinais de que aceitaria ser candidato do PT em SP

SÃO PAULO - Mesmo contrariado, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) tem, aos poucos, dado sinais de que pode aceitar a pressão do partido e do Palácio do Planalto para abandonar a disputa pela reeleição ao Senado e ser o candidato petista ao governo de São Paulo. ¿Sou um soldado do partido¿, teria dito ele na cerimônia de posse da nova direção do PT de Campinas, no último sábado, depois de discorrer longa e profundamente sobre as questões estaduais, segundo pelo menos cinco pessoas. Por meio de sua assessoria, Mercadante nega. O evento em Campinas foi a última aparição pública do senador.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

 

A declaração foi interpretada pela platéia (da qual fazia parte o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini) como um sinal de que Mercadante pode ser candidato. Ele disse que é um soldado do partido. Agora só falta a ordem do general, disse o presidente do PT de Campinas, Ari Fernandes.

O general é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a candidatura de Mercadante caso Ciro Gomes (PSB) não aceite disputar o governo paulista.

Cheguei a comentar com o Berzoini: o Mercadante fez um discurso de candidato ao governo de São Paulo, disse o senador Eduardo Suplicy, que também participou do evento em Campinas. Mas na reunião da bancada do PT no Senado ele voltou a dizer que não é candidato, completou Suplicy.

No aniversário de Berzoini, domingo, em São Paulo, o discurso de Mercadante na véspera ainda era assunto em todas as rodas. Todo mundo estava dizendo que ele é um nome forte para o governo, disse Fernandes.

Embora tenha dado sinal posivito, Mercadante não escondeu a contrariedade com o abandono da disputa pelo Senado, para a qual tem mais chances de vitória. No discurso em Campinas, Mercadante lembrou que os senadores Tião Vianna (PT-AC) e Ideli Salvato (PT-SC) vão deixar o Senado para disputar os governos estaduais. A Dilma vai precisar de gente experiente no Senado, disse ele.

Mercadante foi procurado desde o início da semana para falar sobre o assunto mas não respondeu. De acordo com sua assessoria de imprensa, ele continua priorizando a reeleição ao Senado e a abordagem profunda de temas estaduais é constante em seus discursos.

Ele é a segunda opção de Lula para a disputa paulista. O presidente e o PT ainda aguardam uma resposta do deputado do PSB. No dia 24, Ciro deve se reunir com líderes dos partidos da base aliada ao governo para discutir o assunto. Caso Ciro e Mercadante recusem é grande a chance de uma prévia para decidir o candidato em São Paulo.

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