Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) atacou o corregedor da Casa, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), presidente da comissão de sindicância. A comissão de sindicância constituiu como seu presidente o homem diretamente interessado em ceifar meu mandato e que foi responsável pelo meu achincalhamento público.

Que isenção, que legitimidade possui esse indivíduo para averiguar qualquer ato em relação à minha pessoa?", protestou.

Moreira é acusado de quebra de decoro parlamentar em processo que teve início na comissão. O deputado, famoso por possuir um castelo de R$ 25 milhões não declarado à Receita Federal, é acusado de uso indevido de recursos da verba indenizatória. Apesar de atacar ACM Neto, Edmar elogiou os outros quatro deputados integrantes da comissão. "A meu ver, eles em nada compactuaram com essa peça acusatória", disse.

Edmar chorou ao falar da origem humilde do pai, que era carteiro. Ele afirmou que construiu o castelo de R$ 25 milhões, na zona da mata mineira, nos anos 80, quando era empresário e não exercia mandato parlamentar. "Qual foi o erro de querer levar para minha cidade de origem um empreendimento hoteleiro que iria e, se Deus quiser, ainda irá levar investimentos para a região? Quis o destino que o formato fosse um castelo e caiu no imaginário popular. Poderia ter o formato de um iglu, um formato piramidal", disse.

Edmar Moreira reiterou que transferiu a propriedade para os dois filhos, Leonardo e Júlio, em 1993, e por isso deixou de declarar o imóvel à Receita Federal.

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