Em debate morno, candidatos em BH ficam nas promessas

Por Marcelo Portela BELO HORIZONTE (Reuters) - Os principais candidatos à prefeitura da capital mineira evitaram o confronto direto no primeiro debate das eleições de 2008, transformando o que seria uma discussão apenas em palanque para a apresentação de promessas.

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Os problemas no trânsito da capital e a expansão do metrô dominaram o evento promovido pela TV Bandeirantes na noite de quinta-feira, que contou com a participação de oito dos nove candidatos à prefeitura.

Cada um defendeu alternativas distintas para solucionar os problemas do transporte público e do trânsito, cada vez mais complicados, em Belo Horizonte. O único consenso entre os candidatos foi a necessidade de expansão do metrô, que é controlado na capital pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), do governo federal.

Márcio Lacerda (PSB), que tem como cabos eleitorais o atual prefeito de Fernando Pimentel (PT) e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu as parcerias público-privadas como saída para a construção de novas linhas na cidade, proposta que foi rechaçada por Vanessa Portugal (PSTU).

'Sou contra essas parcerias porque a privatização de serviços nada tem de bom para o trabalhador', afirmou a candidata, que defendeu a municipalização de todo o serviço de transporte público.

'Estamos sem metrô, apesar de o prefeito Fernando Pimentel ser do partido do presidente Lula e amigo do governador Aécio Neves. A quem isso beneficia?', questionou a candidata, que está tecnicamente empatada com Lacerda e Leonardo Quintão (PMDB), em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.

A líder das intenções de voto até o momento em Belo Horizonte é a candidata do PCdoB, Jô Moraes.

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