Em coluna, Lula defende reajuste a parte de aposentados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, na segunda coluna semanal O Presidente Responde, publicada todas as terças-feiras em 94 jornais cadastrados pelo governo federal, que negocia com as centrais sindicais um reajuste maior para aposentados. A seção responde a perguntas de leitores enviadas a veículos cadastrados e repassadas à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Agência Estado |

O governo seleciona todas as semanas três perguntas entre as enviadas. Na segunda edição da coluna, o presidente respondeu a dúvidas dos leitores sobre reajuste do salário mínimo, leis trabalhistas e carga tributária brasileira.

A questão das aposentadorias apareceu na pergunta que abre a coluna, feita pelo jornalista aposentado Sanelvo Cabral, morador de Olinda (PE). Ele quis saber o motivo de o reajuste do salário mínimo não ser o mesmo para os benefícios de aposentados e pensionistas. De acordo com Lula, cerca de 70% dos aposentados e pensionistas brasileiros recebem o piso previdenciário no valor do salário mínimo e, com isso, têm o reajuste acima da inflação. Quanto àqueles que recebem valor superior ao piso, e que têm reajuste menor, o presidente informou que o governo federal está em negociações com as centrais sindicais para definir um novo porcentual de aumento.

A segunda questão foi enviada pelo empresário Adílson Rodrigues, de Curitiba (PR). Ele perguntou ao presidente se não está na hora de o País implementar uma reforma nas leis trabalhistas para não permitir que pessoas continuem a receber seguro-desemprego mesmo atuando no mercado informal. Lula não respondeu à pergunta. O presidente apenas falou sobre a importância do seguro-desemprego em tempos de crise. "O fato é que o seguro-desemprego é uma ação de justiça social da qual o Brasil não abre mão. Em 2008, sete milhões de trabalhadores receberam a ajuda quando estavam em dificuldade."

A última questão da coluna foi feita pelo consultor técnico João Paulo Passos, de Belém (PA). Ele perguntou ao presidente quando a carga tributária brasileira deixará de ser uma das maiores do mundo e baixará para níveis semelhantes aos de outros países. Lula discordou do consultor técnico e disse que a carga tributária brasileira está distante das mais elevadas do mundo. De acordo com ele, a Bélgica tem em impostos o equivalente a 44% do PIB e os tributos na Dinamarca chegam a representar 48,9%. O presidente ainda atribuiu aos impostos cobrados no País a possibilidade de o governo levar adiante programas como o PAC ou o Bolsa Família.

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