Em carta aos ministros do STF, Battisti diz ter aversão a sangue

BRASÍLIA - Em carta entregue nesta quinta-feira aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ativista político Cesare Battisti disse que nunca matou e nunca quis matar qualquer pessoa. ¿Essa aversão ao sangue nunca diminui na vida de um homem. Pelo contrário, aumenta. E nunca matei e nem quis matar qualquer pessoa¿, garante.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália sob acusação de ter assassinado quatro pessoas entre 1978 e 1979, quando era integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Preso na penitenciária Papuda, em Brasília, desde 2007, ele recebeu o status de asilado político no Brasil concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em janeiro.

Na carta, Battisti conta aos ministros ter sido preso na Itália por furto, quando era integrante do PAC, mas garante que nenhuma vez durante este processo fizeram-me uma só pergunta sobre os homicídios. A fuga da Itália teria sido motivada, segundo o ex-ativista, pois a cada dia, no passeio, prisioneiros desapareciam sem razão, para seguidamente retornar meses após, embrutecidos e mudos, ou não retornavam.

Por fim, Battisti diz que a cólera desproporcionada de alguns setores da Itália decorre, em grande parte, do fato que não querem ou não lhe convém, reconhecer que o meu processo foi totalmente falseado, como tantos outros desse mesmo período (houve 4.700 processos contra a extrema esquerda durante os anos de chumbo), conclui Battisti.

O caso do ex-ativista polítco Cesare Battisti deve ser analisado pela Corte até o final de março. Quem relata o caso é o ministro César Peluzo.

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