Empresários paulistas estão tendo de lidar com um outro tipo de ameaça para os negócios: estelionatários “internacionais”. O aumento da procura por crédito fez crescer nos últimos meses a ação de golpistas que se apresentam como intermediários de bancos no exterior, oferecendo taxas muito abaixo das praticadas por instituições nacionais.

Ontem, promotores denunciaram dois homens acusados de causar prejuízo de R$ 636 mil a uma revendedora de equipamentos rodoviários.

Outros cinco casos semelhantes são investigados pelo núcleo da capital do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O primeiro golpe apurado pelo Gaeco ocorreu entre dezembro de 2004 e janeiro de 2005. Em busca de crédito, o empresário José Valdenor de Quadros Fachini, sócio da Multieixos Implementos Rodoviários, foi contatado por dois representantes da GFX Consultoria, Negócios e Participações.

Depois de ouvir quais eram as necessidades do empresário, Edson Luiz Anacleto e Clayton de Castro Dias ofereceram a captação de recursos em instituições financeiras estrangeiras. Informaram ao empresário um de crédito aprovado de 5 milhões no Fin Bank, nos Estados Unidos. Depois de não receber o valor prometido e realizar depósitos como solicitado pelos intermediários, o empresário telefonou diretamente para o Fin Bank. Foi informado de que não havia crédito, pois o banco não negocia com empresas brasileiras endividadas.

Anacleto e Dias são acusados de estelionato. O Gaeco optou por não solicitar a prisão dos acusados, porque nesses casos a pena prevista é baixa - de 1 a 5 anos de reclusão - e a Justiça dificilmente aceita o pedido. Procurado pela reportagem, o empresário preferiu não conceder entrevista. Anacleto e Dias não foram localizados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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