Em Brasília, Marcha das Vadias supera Marcha da Liberdade

Protesto pelos direitos das mulheres reuniu 350 pessoas. Já a manifestação pelo direito de usar drogas só contou com 50

Severino Motta, iG Brasília |

Severino Motta, iG Brasília
Marcha das Vadias, em Brasília, reuniu mulheres em protesto com o machismo
Em Brasília, a Marcha das Vadias superou em número a Marcha da Liberdade , que defende o debate sobre a legalização da maconha. Juntas, as duas marchas, de acordo com a Policia Militar, reuniram cerca de 400 manifestantes na torre de TV, no centro de Brasília.

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A Marcha das Vadias foi agendada para o meio-dia na rodoviária da capital. Cerca de 350 homens e mulheres fizeram protestos contra o machismo e pelo respeito às mulheres.

De acordo com a psicóloga Marília Mafaille, de 25 anos, a Marcha das Vadias "é uma luta contra a opressão feminina". Ela disse ainda que "as mulheres devem ter o direito de se vestir como quiser, sem por isso serem rotuladas ou sofrerem discriminação".

"A sociedade reprime nossa sensualidade. Se colocar roupa curta somos chamadas de vadias, se dermos fora num homem somos chamadas de vadias. A mulher, em algum momento da sua vida, vai ser chamada de vadia. O que queremos é respeito", disse.

A Marcha das Vadias, ao chegar à torre de TV, se juntou a cerca de 50 manifestantes da Marcha da Liberdade. O grupo deve seguir até o Museu da Republica, na Esplanada dos Ministérios, onde o movimento será encerrado.

Severino Motta, iG Brasília
Manifestantes da Marcha das Vadias. No cartaz, em inglês, está escrito: "Jesus ama as Vadias"
Maconha

Foi pequena a presença dos representantes da Marcha da Liberdade. Um deles, o estudante Leonardo Santiago, de 24 anos, explicou que não existiu uma mobilização como foi feita a dias atrás no movimento pela legalização da droga.

Ele afirma, contudo, que o número de manifestantes deve ser ampliado na próxima luta pela liberação da droga

"Com a liberação da marcha pelo Supremo Tribunal Federal, acredito que vai ajudar o movimento, pois muita gente deixava de vir devido á proibição", disse.


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