Em balanço, Tarso critica ¿espetacularização¿ das operações da PF

BRASÍLIA - Sem citar nomes, o ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a criticar nesta quinta-feira a espetacularização de algumas ações da Polícia Federal que forma realizadas nesta ano de 2008. Segundo o ministro isso gera dois problemas: a prévia condenação do acusado ao ser exposto na mídia e a instabilidade interna na instituição.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

De acordo com Tarso Genro, ao apurar informações sobre as ações da PF, os jornalistas conquistam fontes entre os policiais, que por sua vez passam a mentir a seus superiores sobre o trabalho que fazem. Por isso, nossa preocupação em movimentos policiais mais discretos, disse o ministro.

Em julho deste ano, durante a Operação Satiagraha, sob o comando do delegado Protógenes Queiroz, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foi filmado por uma emissora de televisão sendo preso em casa, trajando apenas pijamas. Durante a mesma ação foram presos o megainvestidor Naji Nahas e o banqueiro Daniel Dantas.

Tarso também criticou investigações sem foco. Na avaliação do ministro, a polícia precisa aprofundar suas investigações para obter provas mais contundentes contra as acusados, porque em um inquérito que não tem foco, às vezes um policial pode confundir maus costumes da política com ilegalidades.

Isso, às vezes, pode ocorrer ¿ não estou dizendo que ocorreu ¿ a Polícia da União se tornar eventualmente uma policia política, disse.

Balanço

A Polícia Federal prendeu 3,96 mil pessoas nas 218 operações especiais deflagradas este ano. Do total, 2,3 mil (60%) foram prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Para o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, isso mostra que o trabalho da corporação tem sido bastante fundamentado, uma vez que é necessária a avaliação de um juiz para que a preventiva seja decretada.

A estimativa da PF é que os recursos que deixaram de ser desviados dos cofres públicos devido às operações foram superiores ao orçamento da instituição, de R$ 3,9 bilhões em 2008. De acordo com a PF, somente nas 21 operações de combate a crimes previdenciários, o total de recursos que deixaram de ser desviados foram de R$ 2 bilhões.

(com informações da Agência Brasil)

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