chuva que castiga o Rio desde a tarde de segunda-feira ainda não deu trégua na Gávea, bairro nobre da cidade. Pela manhã, as ruas normalmente movimentadas estavam desertas. Barro em diversos pontos da Marquês de São Vicente, a principal via do bairro, e o Baixo Gávea, ponto de encontro tradicional dos cariocas, ficou novamente submerso. " / chuva que castiga o Rio desde a tarde de segunda-feira ainda não deu trégua na Gávea, bairro nobre da cidade. Pela manhã, as ruas normalmente movimentadas estavam desertas. Barro em diversos pontos da Marquês de São Vicente, a principal via do bairro, e o Baixo Gávea, ponto de encontro tradicional dos cariocas, ficou novamente submerso. " /

Em bairro nobre, funcionários sofrem para chegar e não conseguem trabalhar

A http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/06/vai+a+54+o+total+de+mortos+por+causa+da+chuva+no+rio+9450069.htmlchuva que castiga o Rio desde a tarde de segunda-feira ainda não deu trégua na Gávea, bairro nobre da cidade. Pela manhã, as ruas normalmente movimentadas estavam desertas. Barro em diversos pontos da Marquês de São Vicente, a principal via do bairro, e o Baixo Gávea, ponto de encontro tradicional dos cariocas, ficou novamente submerso.

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

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    O entregador Vitor Silva tenta trabalhar em meio ao caos

    Trabalhadores como o entregador de jornal Vítor Silva, de 25 anos, ou o copeiro Mário José, de 18, conseguiram chegar ao local de trabalho. Trabalhar é outro desafio.

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    Gilberto acaba tendo que empurrar a motocicleta

    Quem chegava à Gávea nesta manhã encontrava a passagem para o bairro completamente tomada pela água. Alguns tentavam atravessar, como Gilberto do Carmo, morador da Rocinha e funcionário do Jockey Club. Acabou empurrando motocicleta no meio do mar de sujeira.

    "Tentei passar, cheguei até o posto de gasolina, mas aí parou tudo. É muita água", contou. Enquanto Gilberto empurrava sua moto, pedestres se arriscavam pelas beiradas. Uma senhora teve muita dificuldade para atravessar, mas não quis dar entrevistas.

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    Doméstica se aventura na água para chegar ao trabalho

    Doméstica, estava vindo do Engenho de Dentro, e limitou-se a dizer que levou horas para chegar e que nunca vira a cidade nesse estado. "Tem muita árvore no chão. Vim de Rio das Pedras (Zona Oeste), saí de lá às 5h e cheguei aqui só às 9h, mas não tem como trabalhar", acrescentou o copeiro Mário, aguardando ao lado dos outros funcionários em frente ao "seu" restaurante.

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    Mario consegue chegar ao trabalho: sem expediente

    Vítor, por sua vez, há anos entrega jornais na região. A rotina é pesada. Começa o trabalho às 2h30 e normalmente termina por volta de 8h, distribuindo uma média de 450 exemplares por dia. Nesta terça, até as 10h30, só conseguiu entregar a metade, mesmo se arriscando a passar por áreas alagadas, como o Baixo Gávea. "Está complicado. De noite, nem ônibus conseguia passar aqui. Ficou tudo embaixo d'água", contou o entregador.

    Em um bar quase na esquina da rua das Acácias, também na Gávea, o prejuízo foi inevitável. Às escuras, receio do estoque estragar e pouca clientela para atender. "Com certeza deu prejuízo, mas ainda não deu tempo de estragar as coisas. Espero que resolvam logo", contou o funcionário Francisco da Cunha, de 46 anos.

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    Sem luz, o jeito é apelar

  • Abel Acelino Barbosa, de 59, trabalhava à luz de velas na cozinha do bar. Saiu de Caxias, na Baixada Fluminense, às 4h. Foi obrigado a saltar no em frente ao Hospital da Lagoa e andar mais de um quilômetro entre áreas alagadas até chegar ao trabalho. "Tinha de vir, não é? Era o único jeito, não tinha como passar ali se não fosse a pé", disse.

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    Sergio não acredita na altura que a água chegou

    No Edifício Acácias, número 62 da rua que leva o mesmo nome, o taxista Sérgio Soler custava a acreditar na altura que a água chegou na entrada de serviço. Nem o reservatório do prédio, construído na década de 30 segundo os moradores, deu vazão. "Saí ontem (segunda) às 22h para levar um passageiro na Lapa e só consegui voltar às 0h45. O meu taxi encheu de água. Ainda nem abri para ver o prejuízo, mas inundou tudo. A preocupação agora é com essa água na entrada de serviço, que está muito perto da caixa de luz e pode dar um curto. Liguei a bomba de drenagem há mais de uma hora, mas pouco adiantou".

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