BRASÍLIA - O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, cometeu um ato falho ao comentar que o aumento dos benefícios do Bolsa-Família seria de 10%.

Ao ser questionado quando o aumento entraria em vigor, Augustin respondeu que "os 10%" seriam dados em setembro. Interpelado pelos jornalistas de que o valor não tinha sido divulgado, o secretário disse que fez confusão e negou que o reajuste será nesse valor. "O número não é esse", disse.

O reajuste do Bolsa-Família e o novo reajuste dos servidores (concedido em junho com impacto nas contas de julho) vão pressionar ainda mais as contas do governo federal no segundo semestre.

A expectativa é de que o governo reajuste em pelo menos 5% o valor para os beneficiários do programa. Com isso, o reajuste permitiria que o valor médio do benefício, hoje em R$ 85 por família, passasse para R$ 90. O valor máximo, que hoje está em R$ 182, passaria para R$ 187, sendo que o básico por família sairia de R$ 62 para R$ 67 e o pago por criança até 15 anos, de R$ 20 para R$ 21.

Atualmente, o Bolsa Família beneficia 11,4 milhões de famílias brasileiras com renda mensal per capita até R$ 137,00.

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