Elite migra de convênio médico para SUS em São Paulo, mostra Ibope

A elite paulistana migrou dos planos de saúde para os hospitais públicos, em busca da alta complexidade muitas vezes disponível só na medicina gratuita.

Agência Estado |

Pesquisa Ibope feita durante o mês de janeiro - encomendada pela Secretaria de Estado da Saúde - avaliou 1.600 pacientes (usuários de 34 unidades estaduais) e identificou que um em cada cinco deles é de famílias classes A e B, ou seja, tem renda mensal superior a R$ 7 mil.

O levantamento mostrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está atraindo um novo perfil de pacientes, um público extremamente exigente. Provável reflexo da crise econômica, que tem levado as pessoas a reduzirem os gastos com planos de saúde, o fenômeno pode ser extremamente positivo para o sistema, já que nos leva a aprimorar mais os serviços, avalia Nilson Paschoa, secretário interino de Estado da Saúde.

José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Brasileira, acredita que o índice de 21% encontrado na pesquisa evidencia a característica desta parcela da população. A classe média atual perdeu o status de conseguir financiar questões fundamentais como saúde e educação, diz. Isso faz com que o SUS precise estar preparado para um público que pressiona e exige qualidade.

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