Eletrosul avalia parcerias para leilão de energia eólica

A Eletrosul recebeu propostas de potenciais parceiros para disputar o primeiro leilão de energia eólica marcado para o dia 25 de novembro que somam aproximadamente 2.000 megawatts (MW), informou hoje seu diretor de Engenharia, Ronaldo dos Santos Custódio.

Agência Estado |

Ele disse que a definição de possíveis parcerias será feita até meados de outubro. A maioria dos projetos cadastrados está localizada na Região Sul.

O leilão de fontes eólicas não terá componente regional, ou seja, todos os projetos competem entre si pela menor tarifa, lembrou o diretor. "Vamos ver qual a competitividade dos ventos do sul", comentou, sobre a perspectiva de que o Nordeste terá demanda expressiva por causa da característica dos ventos. Na teoria, o Nordeste tem ventos de melhor qualidade, mas a infraestrutura é uma vantagem competitiva da Região Sul que pode reduzir custos de implantação dos projetos, analisou Custódio.

O diretor de estudos econômico-financeiros da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amilcar Guerreiro, lembrou que 441 empreendimentos estão cadastrados para o leilão, que somam 13.341 MW. Destes, o Nordeste concentra 332 projetos. Guerreiro não quis estimar a demanda potencial prevista para o leilão nem comentar expectativas de mercado.

Ele disse que a alternativa de conexão compartilhada das fontes eólicas com o sistema elétrico - que pode ser uma opção para reduzir os custos dos projetos - depende de manifestação dos empreendedores interessados. A EPE poderá estudar a instalação compartilhada se houver um número razoável de agentes dispostos a adotar a solução.

Guerreiro considerou que a suposta dificuldade de integrar as geradoras eólicas com a rede elétrica é um mito. "Os críticos da energia eólica dizem que ela é muito variável, mas isso não é um problema se sabemos resolver, porque a hidrelétrica é assim", comparou.

Hidrelétrica Mauá

As obras de construção da usina hidrelétrica Mauá, no rio Tibagi (PR), estão um mês adiantadas em relação ao atual cronograma do projeto, disse Custódio. A programação da usina sofreu atraso por conta de uma ação judicial que questionou aspectos do licenciamento ambiental. O cronograma atual prevê a entrada em operação das três máquinas geradoras em abril, junho e agosto de 2011. A programação original fixava a operação em janeiro, abril e julho de 2011.

A usina, que está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá potência instalada de 361 MW. O projeto é da Eletrosul, que tem 49% no Consórcio Energético Cruzeiro do Sul - formado para o empreendimento - e da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que tem 51%. No começo de setembro, foi concluída a abertura de túneis para o desvio do rio, a primeira grande etapa de construção.

Guerreiro e Custódio participaram hoje de seminário sobre alternativas para empreendimentos de geração, promovido pela Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT), na capital gaúcha.

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