Eletropaulo reduzirá torres para valorizar áreas de SP

Na capital paulista com raros e cobiçados espaços nobres, as 91 estações de distribuição de energia da Eletropaulo ocupam uma área do tamanho de sete parques da Água Branca, na zona oeste, ou mais de meio Ibirapuera. Para valorizar pelo menos 11 terrenos de 10 mil metros quadrados cada, localizados nas zonas oeste e sul, a Eletropaulo planeja compactar torres metálicas de até 15 metros de altura e fiações de alta voltagem em centrais digitalizadas de última geração.

Agência Estado |

Com as áreas vagas, em um total de 95 mil metros quadrados, a empresa quer lucrar por meio de parcerias com construtoras, que se colocam à disposição para bancar a modernização das estações. A primeira experiência já pode ser observada em uma das partes mais nobres de São Paulo, no bairro Cidade Jardim, local onde o metro quadrado custa em média R$ 4,2 mil. Outras dez estações serão compactadas e os espaços vagos dos terrenos (85% do total ocupado hoje) devem ser vendidos.

Especialistas afirmam nunca ter sido comprovada a emissão de radiação das estações de energia. Mas Eduardo Côrrea Anunciatto, secretário-geral do Sindicato dos Eletricitários, é contra a parceria entre a Eletropaulo e as construtoras. “Não existe comprovação científica sobre os riscos da radiação das estações.

Mas diversos estudos apontam que morar perto de uma estrutura de alta voltagem pode causar mutações nas células ao longo dos anos, o que pode dar origem a câncer de diferentes tipos”, afirma Anunciatto. “O sindicato está na Justiça tentando obter uma aposentadoria especial para os trabalhadores que trabalhavam nas estações”, acrescentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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