Eleição, Orçamento e clima dominam jantar do governo

A eleição de 2010, a aprovação do Orçamento e a fracassada Conferência do Clima, em Copenhague, dominaram as conversas do jantar de fim de ano que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu aos ministros, ontem, na Granja do Torto. Mesmo sem a presença da pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto e chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a sucessão do ano que vem pairou sobre a festa.

Agência Estado |

Dilma não compareceu à confraternização porque estava gripada.

Preocupado com as brigas entre o PT e o PMDB na Bahia, o presidente pediu ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que não estique a corda na disputa com o governador Jaques Wagner. O governador do PT é candidato à reeleição e Geddel já anunciou que concorrerá à sua cadeira. Na avaliação do presidente, a queda-de-braço baiana está passando dos limites e pode atrapalhar a candidatura de Dilma justamente no Estado em que ela ultrapassou o governador José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência.

Cotado para fazer dobradinha com Dilma, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), foi chamado por Lula um dia antes do jantar, em café da manhã com jornalistas, de "grande companheiro e grande presidente da Câmara". Na confraternização de ontem, a troca de gentilezas continuou. Com os afagos, o presidente tentou desfazer o mal-estar provocado há quase um mês, quando declarou que o PMDB deveria apresentar a Dilma uma "lista tríplice" para que ela escolhesse o pretendente a vice.

Até o Orçamento ser aprovado, ele perguntava a toda hora ao ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o novo articulador político do governo: "E aí, como estão as coisas?" Soltou um "que bom" quando a proposta orçamentária - que prevê R$ 29,9 bilhões para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - recebeu sinal verde do Congresso, perto da meia noite. O PAC será o carro-chefe da campanha de Dilma em 2010.

Copenhague

Já de madrugada, o presidente disse a convidados que se as negociações sobre as mudanças climáticas tivessem começado um mês antes, o acordo de Copenhague teria sido fechado. "Nós fizemos o melhor projeto", afirmou.

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