A sucessão de Lula será a primeira eleição presidencial recente no Brasil na qual os candidatos não recorrerão ao medo na tentativa de chegar ao Palácio do Planalto, avaliou na noite de sábado, em Cancún, o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP). O comentário sobre a sucessão foi feito por Palocci a jornalistas ao término de um seminário promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para discutir os efeitos sobre a América Latina e o Caribe da mais recente crise financeira internacional.

"Acredito que esta será a primeira eleição (para presidente) na qual as pessoas irão às urnas sem medo de votar e sem que os partidos façam uso do medo para incentivar determinados comportamentos por parte do eleitor", opinou o deputado. Palocci apontou dois motivos para justificar sua crença. "Primeiro, o Brasil atingiu uma maturidade grande do ponto de vista macroeconômico; segundo, o fato de o eleitor estar demonstrando uma maturidade democrática, o que inibe essas tentativas." E prosseguiu: "Eu prefiro olhar pelo lado positivo. O Brasil está bem e o medo não parece ser um fator importante nesse processo eleitoral."

Palocci afirmou ainda acreditar que o "debate será muito elevado, pois os personagens dados até o momento são pessoas muito competentes, capacitadas e experientes".

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