Eleição não influencia disputa por presidência da Câmara e do Senado

O acordo firmado em 2007, que permitiu ao petista Arlindo Chinaglia (SP) ser alçado à presidência da Câmara deve ter mais influência na disputa pela presidência do Senado que o resultado das eleições deste domingo. De acordo com parlamentares ouvidos pelo Último Segundo, a composição do Congresso, feita em 2006, é o que vai definir quem serão os dirigentes do Legislativo a partir do próximo ano.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Em 2006, apesar do PT não deter a maior bancada da Câmara ¿ o PMDB a tem e também a do Senado ¿ um entendimento permitiu que Chinaglia comandasse a Câmara, desde que deixasse o cargo para o PMDB a partir de 2009.

O PT, neste mês, ao abrir mão de uma recandidatura e declarar apoio ao deputado Michel Temer (PMDB-SP) para comandar a Câmara a partir de 2009, esperava um gesto do PMDB. A expectativa era que o partido abrisse mão da presidência do Senado e a oferecesse ao petista Tião Viana (AC).

Até agora tal gesto parece não ter se concretizado. Enquanto os petistas dizem que a troca da presidência entre as Casas estava no acordo de 2006, parlamentares do PMDB alegam que o acordo só contemplava a Câmara, e nunca tratou do Senado.

"Nosso candidato na Câmara é o deputado Michel Temer (SP). No Senado a discussão fica a cargo dos senadores, as duas eleições não se comunicam", disse vice-líder do PMDB, deputado Ibsen Pinheiro (RS).

"O acordo é do PMDB ter a Câmara agora e o PT ter o Senado, não há dúvida quanto a isso", rebateu o vice-líder do PT, deputado Carlos Abicalil (MT).

Apesar de não declarar abertamente a candidatura à presidência do Senado, para não melindrar o acordo na Câmara, peemedebistas, nos bastidores, articulam um nome do partido para presidir o Senado. Contam, inclusive, com o apoio do PSDB, que vê uma oportunidade de minar o poder petista no Congresso Nacional.

Independente do resultado das eleições municipais, que não alteram a correlação de forças no Congresso, os dois principais aliados do consórcio governista vão travar uma dura luta pela presidência das duas Casas do Congresso.

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