O presidente da EBX, Eike Batista, afirmou hoje que pretende apresentar uma notificação formal ao Ministério da Justiça a respeito das acusações divulgadas na sexta-feira envolvendo a MMX (empresa controlada do grupo), que resultaram na busca de documentos na casa do empresário, no Rio de Janeiro. O empresário afirmou, durante teleconferência com analistas, que teve acesso aos arquivos da Polícia Federal referentes à operação Toque de Midas, o que possibilitou a conclusão de que as acusações apresentadas são infundadas.

Eike também ressaltou que o seu nome não é citado em nenhum momento nos arquivos da PF.

O executivo não atacou o trabalho da PF e disse que "pessoas cometem enganos". "E este é um erro gigantesco", acrescentou. A notificação, segundo ele, tem a finalidade de minimizar os danos causados pelas denúncias. Batista reafirmou que a mineradora de seu grupo não cometeu irregularidades em licitação no Amapá, como apontam as investigações da Polícia Federal.

Em linha com o comunicado divulgado na última sexta-feira, o executivo reafirmou que a MMX não tem atividades de ouro no País e, portanto, a denúncia de desvio de ouro lavrado nas minas do interior do Estado do Amapá não têm fundamento.

Ele também reiterou que o processo licitatório da concessão da estrada de ferro do Amapá, que liga os municípios de Serra do Navio e Santana, ocorreu dentro dos trâmites legais. Hoje a concessão é administrada pela MMX Amapá, que teve o controle vendido no início do ano para a Anglo-American. Durante a conversa com analistas, o diretor jurídico da EBX, Paulo Gouvêa, disse que o próprio fato de a transferência dos ativos ter sido aprovada pela companhia sul-africana comprova a legalidade da concessão.

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