Egito descobre múmia que pode ser da rainha Sesheshet

Cairo, 8 jan (EFE).- Uma missão arqueológica egípcia descobriu a entrada de uma nova pirâmide na região arqueológica de Saqara, onde encontrou um sarcófago roubado com os restos de uma múmia que podem ter pertencido à rainha Sesheshet (2300-2211 a .

EFE |

C).

Segundo o Conselho Supremo de Antiguidades egípcio, a entrada estava fechada com duas enormes rochas para evitar que a tumba fosse profanada.

No entanto, a missão achou uma rede perfurada na parte superior da câmara funerária que possivelmente foi utilizada por ladrões para roubar a sala.

A abertura do sarcófago durou cinco horas, segundo o Conselho.

"Finalmente, descobrimos que seu conteúdo tinha sido roubado", afirmou o diretor do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, em uma nota, que não detalha a data na qual foi descoberto o complexo funerário de Saqara, a 35 quilômetros ao sudoeste do Cairo.

A nota acrescenta que na câmara, de 4 metros de comprimento por outros 4 metros de largura, foram encontrados o crânio, a pélvis e as pernas do cadáver, assim como outras partes do corpo envolvidas em linho, além de várias peças de cerâmica.

Além disso, Hawas ressaltou que a pirâmide não tinha nenhuma finalidade religiosa e que havia sido construída unicamente para enterrar a rainha Sesheshet, mãe do faraó Teti, primeiro monarca da 6ª dinastia.

A nova pirâmide, 118ª descoberta até agora no Egito, foi mostrada à imprensa em novembro, em Saqara, onde também se encontra a famosa pirâmide escalonada de Zoser e que foi parte da necrópole de Menfis.

EFE nq/jp

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