Efeitos adversos reacendem discussão sobre antiinflamatórios

Os efeitos adversos do antiinflamatório Prexige, fabricado pelo laboratório Novartis, reacenderam as discussões sobre o perigo dos medicamentos do grupo coxibe, chamados inibidores de COX-2. O líder de vendas nacional do setor, o antiinflamatório Arcoxia, da Merck Sharp, já provocou 26 notificações de reações, sendo quatro referentes a doenças coronarianas em brasileiros.

Agência Estado |

No Estado de São Paulo, o Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CVS) anunciou que vai proibir a venda do antiinflamatório Prexige. A decisão foi tomada após os técnicos receberem 609 notificações de efeitos colaterais de usuários do remédio, sendo 147 delas graves. Entre as reações mais recorrentes estão arritmia, hipertensão, hepatite, pancreatite e hemorragia. O produto, usado para o controle de dor, é o segundo mais vendido no Brasil da categoria sem esteróides.

Segundo o supervisor de cardiologia do Hospital do Coração, Ricardo Pavanello, as medicações da classe dos coxibes só devem ser prescritas por médicos caso todas as outras alternativas tiverem falhado.

Arcoxia - Semana passada, um policial militar da Bahia, de 39 anos, entrou na Justiça contra a Merck. O policial não fumava, tinha alimentação saudável e nenhum histórico de doença cardiovascular na família. Ele teve complicações cardíacas após ingerir quatro comprimidos do Arcoxia, sete dias depois de terminar o tratamento, indicado para aliviar a dor de uma cirurgia de pequeno porte.

O caso do PM endossa o que agências internacionais já alertavam. No ano passado, a norte-americana FDA reprovou o Arcoxia. Ficou constatado que seu uso aumentaria as complicações cardiovasculares, podendo causar cerca de 30 mil enfartes por ano apenas nos Estados Unidos. A Merck informou, por meio de nota, que "até o momento, não foi possível comprovar a ocorrência do evento adverso ao uso do medicamento" e que não foi comunicada sobre a ação judicial. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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