O que é importante para a sua qualidade de vida e para o seu bem-estar na cidade? O Movimento Nossa São Paulo fez essa pergunta a 32 mil paulistanos, entre junho e setembro deste ano. No topo da lista está a preocupação com educação.

O trânsito, que costuma ganhar destaque nos bate-papos informais sobre os maiores problemas da cidade, ficou em 17º lugar.

Os dados chamaram a atenção dos organizadores da pesquisa, num momento em que a capital paulista recebe investimentos pesados para reduzir o congestionamento, com a criação de uma terceira pista na Marginal do Tietê, Rodoanel e expansão das linhas da Companhia do Metropolitano (Metrô). "Será que estamos no caminho certo? A pesquisa nos aponta uma nova direção", disse o idealizador do Movimento, Oded Grajew.

Os dados foram divulgados ontem e serão encaminhados ao poder público. O levantamento é inédito e se propõe a criar um indicador que possa "medir" a qualidade de vida na cidade. Os apontamentos feitos pela população servirão de base para novas pesquisas, que devem avaliar os serviços públicos. Além de adultos, crianças e adolescentes de escolas públicas com idade entre 10 e 15 anos também foram ouvidos. Cerca de 50% dos entrevistados demonstraram preocupação com a qualificação dos professores. E outros 40% com a falta de vagas em creches e escolas perto de casa.

Mobilidade

Mesmo sem considerar a mobilidade um fator primordial para melhorar a qualidade de vida em São Paulo, os entrevistados também tiveram a oportunidade de indicar o que desejam para o trânsito e o transporte. Mais da metade pede a expansão da linhas do Metrô. Atrás de educação (58,89%) vieram saúde (56,30%), ambiente (49,54%), segurança (48,11%), trabalho (41,62%). Mobilidade recebeu 17,71%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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