Educação corta 2.600 vagas em cursos da área de saúde

A Secretaria de Educação Superior (Sesu) determinou um corte de mais de 2.600 vagas para cursos da área de saúde que tiveram baixo desempenho nas avaliações feitas pelo Ministério da Educação (MEC).

Agência Estado |

A ação é reflexo de um conjunto de medidas adotadas pela secretaria para cursos e instituições que revelaram baixa qualidade de ensino. Ao todo, foram lançadas seis ações pela Sesu - cinco delas endereçadas para reduzir o risco do ingresso de alunos a cursos e instituições com baixo desempenho e uma para instituições bem colocadas nas avaliações.

A medida mais rigorosa é a suspensão de ingresso de novos alunos por vestibular ou demais processos seletivos. A penalidade é aplicada para cursos que receberam Conceito Preliminar de Curso (CPC) igual a 2 (segunda nota mais baixa de uma escala que vai de 1 a 5) e que, numa segunda etapa, a da visita ao local, alcançaram desempenho ainda pior: Conceito de Curso (CC) 1, também em uma escala de 1 a 5. Neste ano, três cursos encaixaram-se nesta hipótese. São eles: Educação Física do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (SP); o curso de Farmácia, dado no Centro Universitário de Várzea Grande (MT); e Fisioterapia, da Faculdades de Ciências Médicas e Paramédicas Fluminense (RJ).

A suspensão também é aplicada para instituições com resultado no Índice Geral de Cursos (IC) e Conceito Institucional (CI) inferior a três. Foi o caso dos cursos de Serviço Social e Zootecnia das Faculdades Integradas Espírita (PR), que também perderam temporariamente o direito de preencher vagas por vestibular ou demais processos seletivos. Pelos cálculos da Sesu, as duas medidas representam uma redução média de 500 novas vagas para o próximo ano.

A secretária da Sesu, Maria Paula Dallari Bucci, afirma que o pacote de novas medidas tem como objetivo instalar uma consequência ao sistema de avaliações, que vigora desde 2007. "Quando as avaliações são muito graves, não podemos simplesmente conceder prazo para que falhas sejam corrigidas. É preciso restringir o acesso aos cursos", explicou.

Aqueles cursos que tiveram CPC superior a 2 e, depois da inspeção local, permaneceram com CC 2 também serão penalizados, mas de forma mais branda: eles terão de reduzir 30% do número de vagas de ingresso. Para o próximo ano, a medida será aplicada em 78 instituições - o que representa uma redução de 2.168 vagas. O cálculo foi feito com base nas vagas de fato oferecidas pelos cursos. "Muitas vezes, o número de vagas autorizadas pelo MEC é maior do que o de fato ofertado", explicou Maria Paula.

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