Edmar se nega a responder maioria das perguntas no Conselho de Ética

BRASÍLIA - O deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) não respondeu à grande maioria das perguntas feitas pelo relator Nazareno Fonteles (PT-PI) nas primeiras duas horas de depoimento, no Conselho de Ética, na Câmara.

Agência Estado |

"Não responderei, uma vez que Vossa Excelência está extrapolando o objeto da representação, e minha vida pessoal não diz respeito a essa investigação", repetiu Edmar a cada indagação.

Moreira está sendo processado sob acusação de se apropriar indevidamente de recursos da verba indenizatória, usados para pagar serviços de segurança que supostamente lhe teriam sido prestados por duas empresas de sua propriedade.

O relator sustentou que todas as perguntas se justificam, embora o deputado Edmar Moreira tenha o direito de não respondê-las. "O senhor pode não responder, mas desqualificar minhas perguntas eu não aceito. Nada é fora de propósito", reagiu Fonteles. "O senhor está me dando nota antes de corrigir a prova", respondeu Edmar Moreira.

Com o argumento de que as questões levantadas não são objeto da representação (denúncia), Edmar recusou-se a informar os motivos pelos quais vendeu as duas empresas de segurança, em 2006. Também não quis informar detalhes sobre a empresa Ronda, da qual ainda é dono. Edmar Moreira não respondeu também à pergunta sobre como o Banco Alfa, cliente da Ronda até o início do ano passado, fazia os pagamentos à empresa, que tinha as contas bloqueadas pela Justiça.

Além disso, ele não quis detalhar o fato de suas empresas terem financiado, em 2006, sua própria campanha para deputado federal e a de seu filho Leonardo para deputado estadual. Ex-corregedor da Câmara, Edmar Moreira ficou conhecido por ser dono de um castelo de R$ 25 milhões, registrado em nome dos dois filhos.

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