Entre fins da década de 1990 e o início dos anos 2000, o conjunto de edifícios Pauliceia e São Carlos do Pinhal, um dos poucos condomínios residenciais remanescentes da Avenida Paulista (são somente 11, entre 102 comerciais), esteve cotado para implosão. “A estrutura estava abalada, com falhas no concreto e problemas nas caldeiras e casa de máquinas”, conta o atual síndico, o sociólogo Claudionor Oliveira.

A reforma custou R$ 1 milhão em 2005 e foi a partir dali que surgiu a ideia de comemorar, neste ano, o cinquentenário do edifício.

Entre livro e coquetel para festejar, ainda está prevista até o fim de 2010 a construção de um memorial ao conjunto, iniciativa inédita em prédios residenciais na cidade. Na festa dos 50 anos, realizada na sexta-feira, foram contadas a história do surgimento da Avenida Paulista e causos inusitados, como o 'não' que um artista, líder da Jovem Guarda, teria levado ao tentar alugar uma das unidades. “O Roberto Carlos ouviu um ‘não’, ué. Ficamos com medo da bagunça e negamos”, conta, entre risos, Manuel dos Santos, de 78 anos, zelador do prédio na época e morador mais antigo do edifício.

Durante a festa de comemoração, também foi lançado o livro O Fantasma da Paulista , da escritora e apresentadora Isabel Vasconcellos - moradora do conjunto. Para lembrar a história dos edifícios está sendo construído um memorial. No térreo do Pauliceia, está sendo montada uma biblioteca. O conjunto é tombado pelo órgão estadual Condephaat e está em processo de tombamento pelo órgão de proteção municipal Conpresp. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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